Divagando Devagar

Divagações ocasionais de uma mente reflexiva.

Sobre a Amizade 17 junho, 2008

Filed under: Reflexão da Semana — INEFFABILE @ 1:32 pm

Amizade: do Latim amicitate.

S. f.,

afeição;
amor;
boas relações;
laço cordial entre duas ou mais entidades;
dedicação;
benevolência.

Ter amigos é muito bom. Porém, melhor do que ter amigos é ser amigo. E ser amigo não só resume-se em sentir um sentimento benévolo e terno para com alguém; é preciso mais ingredientes para sustentar uma amizade.

Minha grande amiga Majoî uma vez me disse que “o amor é um caminho de mão única, pois quando você ama, você ama e pronto. O amor sincero não necessita de condições ou de recompensas. É o dar sem necessidade de receber“. Feliz é a pessoa que vive uma relação de amizade cujo combustível é o amor incondicional. Este é um amor raro porque todos nós temos necessidades e muitos de nós sentimos necessidade de sermos amados. Eu amo incondicionalmente meus pais, minhas irmãs, meu irmão, meu marido e muitos amigos que fazem parte ou não da minha família. Só a vida pode por à prova o verdadeiro caráter de nossas relações e sentimentos. Uma coisa é racionalizar as emoções e estabelecer rótulos; outra coisa é amar consistentemente o próximo ‘mesmo que’ e ‘apesar de’.

Esta semana meu grande amigo Guila San compartilhou comigo e outros amigos a grandiosa experiência de tornar-se pai. Ele não poderia ter escolhido uma expressão melhor para definir com naturalidade seus sentimentos: “ser possuído pelo amor de um filho“.

Embora eu esteja aqui colocando lado a lado os laços familiares e os laços de amizade, eu entendo que ambos sejam muitas vezes distintos, pois ao longo da vida as pessoas tendem a afastar-se ou aproximar-se umas das outras, através de um processo natural que é desencadeado pela existência ou ausência de afinidades entre os indivíduos. Porém, seja qual for o tipo de laço que une duas ou mais pessoas, se todas as partes na relação desejam compartilhar uma vida em comum em família, na amizade ou como amantes, é porque o laço em questão é alicerçado no amor. Quando digo ‘compartilhar a vida’ não me refiro apenas a compartilhar a companhia física provida pelo próximo, mas acima de tudo, conservar e alimentar a ligação entre entes que transcende o tempo e o espaço.

Conheci minha primeira amiga quando tinha 5 anos de idade. Seu nome é Janaina e somos grandes amigas até hoje. Morávamos na mesma rua e frequentávamos a mesma escola. Cursamos todo o primário sempre na mesma sala de aula. Nossas mães são também grandes amigas e acredito que a amizade delas tenha nos ajudado a permanecer em contato ao longo dos anos.

Depois da Jana, fui abençoada com a amizade de outras pessoas muito queridas e amadas, que entraram em minha vida em momentos diferentes de forma marcante e definitiva. Mesmo que não nos vejamos com freqüência, sempre que me junto à estas pessoas é como se o tempo decorrido entre nossos encontros fosse mínimo ou inexistente. Para o amor não há limite de tempo ou de distância geográfica; há saudade, muitas vezes ilimitada.

Mas como havia escrito no início deste texto, para sustentar uma amizade é preciso mais do que afeto pelo amigo. É necessário uma gama de valores e de sentimentos fundamentados no amor. Na minha concepção pessoal de amizade, para ser amigo é preciso de: espontaneidade, lealdade, cumplicidade, ter pelo menos alguma coisa em comum, companheirismo, sinceridade (dizer o que pensa e sente com franqueza é essencial, de forma direta e cuidadosa), paciência, bom humor (sempre que possível), cuidado, carinho, zêlo, compreenção (e na ausência dela, desejo de compreender), abraços, beijos e quando preciso, uma boa bronca, uma boa briga ou silêncio.

Eu sou amiga para toda hora e circunstância, assim como meus amigos são da mesma maneira para comigo. Nos entendemos, nos desentendemos e nos entendemos de novo. São tantas histórias vividas, experiências compartilhadas, convivência e sintonia mesmo à distância…

A maioria dos meus amigos nunca vai ler este post, mas aos que lerem e se identificarem com ele, o meu amor e eterna gratidão.

 

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