Divagando Devagar

Divagações ocasionais de uma mente reflexiva.

Caetano 5 setembro, 2008

Filed under: Contos D'outra Vida — INEFFABILE @ 12:27 am

 

Hoje estava de papo com uma amiga que relembrava de um rolo que ela teve com um músico brasileiro famoso. Ela contava: – “achava ele feio pra caramba, mas eu era fã, igual às outras menininhas que viviam ao redor dele…”

Eu nunca tive nada com alguém famoso, mas conheci algumas “celebridades” através de amigos, parentes ou casualmente na noite e nas ruas cariocas.

Sou fã de muita gente famosa e como tiete, já passei por algumas situações engraçadíssimas; outras nem tanto. Cada situação poderia resultar em uma nova história para o blog, então vou esperar para ver se um dia me inspiro para escrever sobre elas.

Voltando ao papo com a minha amiga, no meio da conversa recordei uma vez que fui assitir um espetáculo no Teatro Municipal do Rio de Janeiro com minha amiga Danikas. Não lembro o que estava em cartaz naquela noite, mas lembro que estávamos bem vestidas e que era um evento especial.

Estávamos caminhando no foyer a procura de nosso setor na sala de espetáculos, quando tive que parar para ajeitar a minha sandália. Enquanto refazia o laço da sandália,  percebi que parado à minha frente havia um homem de rosto muito familiar a me encarar como se me conhecesse. Segundos depois que o olhei pela primeira vez, me toquei que tratava-se de Caetano Veloso. Ele não me conhecia, mas eu sim o conhecia e era fã! Antes que eu ensaiasse um sorriso ou dissesse qualquer coisa, Danikas me falou com aquele tom meio sacana que lhe é peculiar: – “nossa, o Caetano tá te comendo com os olhos!”  Ele continuou me olhando. Eu sem graça, voltei a me concentrar na sandália e depois saí em direção ao elevador junto com a minha amiga. No elevador, lá estava ele de novo (com a Paula Burlamaqui), todo gracioso e elegante, ainda olhando para mim. Eu sorri de volta, mas como o Municipal só tem dois andares além do térreo, não demorou muito para chegarmos ao piso desejado. Saí do elevador sem olhar para trás e assim, nunca mais vi o Caetano, a não ser nas capas dos dicos dele que tenho em casa…

Se aquele encontro tivesse ocorrido hoje, eu certamente teria paquerado o Caetano de volta. Mesmo ele não sendo o meu tipo físico, mesmo ele sendo sessentão. Um homem tão musical, intelectual e brilhante como ele deve ser no mínimo uma excelente companhia e ter um papo muito interessante. Ou não, como ele mesmo diria.
Quem sabe ele não comporia uma canção para mim? Eu acho que valho uma canção!
Na verdade, eu sempre preferi acreditar que “Trem da Cores” é a canção que ele fez para mim😉

O jeito agora vai ser deixar uma carta na porta de Dona Canô lá em Santo Amaro, endereçada ao filho dela. Uma carta de tiete.

 

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