Divagando Devagar

Divagações ocasionais de uma mente reflexiva.

Para Aline 18 novembro, 2008

Filed under: Úbere — INEFFABILE @ 12:35 pm

Eu te li e sufoquei em mim, primeiro, um sentimento. Mas eis que as palavras começaram a pular e meus dedos a segui-las, buscando-as, e tornou-se irresistível arrumá-las, por uma necessidade fisiológica da minha alma, mesmo, preciso voltar a ardê-la, senão termina por se apagar, e apago. E ainda é cedo, muito cedo! Começaram com uma frase: Sigo teu olhar e ele me leva, enleva e eleva.

Talvez, mesmo, não valha a pena sem que assim o seja, não basta saciar-se com uma presença que nos é alheia, é preciso senti-la como algo que nos é próprio, por um estar sem esforço, permanecer por encanto, num movimento rítmico e harmonioso de peles e ânimos, poesia do encontro.

Isto, no entanto, parece ser para poucos, muitos, e excessivamente, rendem-se ao costume, que se revela medo, e da solidão, ou de tudo que possa representá-la. Poucos são os que estão dispostos a viver sob o risco da liberdade, ser verdadeiro consigo e amar segundo esta verdade.

Eu mesmo tenho meus receios, penso que como todos nós, humanos, mas, ainda assim, sigo, às vezes a significativo custo, o que me alenta, mantém-me vivo na condição do vir-a-ser, embora que por vezes me seja só uma fantasia a povoar meus olhos, uma música a ouvir das estrelas… sim, preciso para respirar o amor… de um olhar que me leve, enleve e eleve.

 

Por Silvio Gurjão

 

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s