Divagando Devagar

Divagações ocasionais de uma mente reflexiva.

Cobranças 28 junho, 2009

Filed under: Confissões — INEFFABILE @ 10:41 pm

Ultimamente as cobranças vêm de todos os lados: da família no Brasil que não recebe notícias tão regularmente quanto gostaria, das amigas e amigos de todas as partes do globo que acham que eu desapareci ou que não os amo mais ou que algo ruim aconteceu comigo.

Não dá para satisfazer todo mundo ou ninguém parece estar satisfeito sempre…

O que eu posso oferecer no presente é o que já estou oferecendo. Não tenho tempo para bater papo online e tão pouco para escrever longos e-mails. Eu sou uma pessoa prolixa e para mim escrever poucas linhas sem dar detalhes das notícias é como fazer um trabalho pela metade. Então prefiro não escrever e esperar pelo momento em que compartilharei melhor o meu tempo com quem eu gosto, seja o encontro virtual ou pessoalmente.

Eu amo muitas pessoas e sei que estes amores são recíprocos. Eu já escrevi aqui antes sobre o quanto valorizo as minhas amizades e a minha família. A existência de certas pessoas neste mundo faz da minha vida um ‘lugar’ muito agradável para estar e repleto de experiências incríveis. Mas acho que as pessoas que me conhecem de perto estão acotumadas com uma amiga mais presente, participativa, energética e proativa. Energia é o que tenho de menos nos últimos meses e sem energia é muito difícil dar conta de todas as coisas que a vida põe na mesa.

Doutorado, separação, divórcio, relacionamento novo, mudanças de endereço, falta de dinheiro, desorganização financeira, viagens, saúde, pesquisa, trabalho, ensino, centenas de e-mails, recados, cartas…

São muitas as coisas que um pessoa tem que dar conta hoje em dia. Acredito que todo mundo passe por fases do tipo “tudo ao mesmo tempo agora”, mas todo mundo lida com as coisas de maneiras diferentes e no meu caso, eu fico tonta quando ‘as coisas’ gritam para mim em uníssono.

Eu não vou ligar se não tiver tempo para conversar, nem escrever se não puder contar tudo ou dar uma resposta com atenção, nem sair de casa se tiver que trabalhar extra, nem fingir que estou tranquila quando a minha vida está uma bagunça e eu me sinto estressada.

Eu não costumo reclamar de nada porque eu acredito que o que vivo hoje seja resultado das minhas escolhas. Para cada escolha que eu fiz, tive livre arbítrio, portanto, estou colhendo os frutos das sementes que eu plantei.

Eu gostaria muito que aqueles que cobram de mim mais do que eu posso dar, confiassem mais no vínculo que há entre nós, porque o que nos ata está além do que é possível explicar, e perdura através dos tempos mesmo que pouco seja falado ou mostrado. A paciência deveria ser a aliada maior do amor, ao lado da confiança.

Um dia eu terei tempo de novo para fazer chamadas longas; para bebericar na mesa de um bar ou de um pub conversando sobre trivialidades ou sobre coisas sérias; para ir patinar no calçadão, para sair numa noitada desvairada ou ficar de bate-papo na internet e escrever mensagens para a galera.

 

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