Divagando Devagar

Divagações ocasionais de uma mente reflexiva.

Ela… 3 dezembro, 2009

Filed under: Reflexão da Semana — INEFFABILE @ 6:01 pm

No dia em que celebrava a liberação do meu divórcio, ela me telefonou aos prantos. O seu ex lhe informara, por telefone, que ele estava namorando e, o pior, se apaixonando por outra pessoa.

Como eu a amo tanto quanto a minha própria vida, a sua dor doeu em mim profundamente, embora eu soubesse desde o princípio que aquele desfecho seria tão esperado quanto inevitável.

A champanhe foi posta de lado para que pudesse me pôr à sua disposição para ouvir a sua voz triste e sem esperança. Ela, que ainda goza dos seus vinte anos, se sente cansada de buscar o Amor. Ela pouco se entrega e percorre caminhos muito arriscados. Ela ainda não é capaz de ser paciente consigo mesma e não acredita que o destino lhe reserva algo novo e bom. Ela simplesmente não acredita. Aí reside o seu erro.

Ela se envolveu com este rapaz adoravelmente complicado e confuso. Ele não sabia o que queria, enquanto ela se disse pronta para viver ‘um grande amor’. Grandes amores requerem grandes entregas, mas eles não se entregaram. Ao invés, seguiram em um relacionamento sem rótulos, com data de término marcada.

Ela se foi e ele ficou. O que ele pensou ser saudade se revelou como carência de contato físico. O que ela pensou ser amor, se revelou como uma ilusão alicerçada em seus desejos e sonhos.

A culpa tomou conta dele, mas o que estava feito não poderia ser mudado. Ele não esperava ser surpreendido por seus próprios medos. Ela mais uma vez se rendeu à descrença que lhe açoita a alma toda vez que se sente rejeitada.

Ao final do telefonema eu chorei, por ela e por ele. Lembrei que há mais de um ano atrás eu estava em uma posição similar à dele, quando não podia com o meu próprio pranto.

Abracei o meu amor bem forte, abrimos a garrafa de champanhe e celebramos o final de um ciclo, desta vez oficialmente.

Eu sei que o seu coração encontrará aconchego um dia e torço muito para que isso aconteça em breve. Seja como for, estou contando os dias e as horas para a sua chegada.

 

2 Responses to “Ela…”

  1. Soube do caso por acaso, já que ela não conversa nada comigo. Principalmente a este respeito. Só falava desse assunto quando estava tudo bem e feliz, e como torci para que desse tudo certo, mas essas coisas não dependem de querer… O que mais me deixa triste é que quando as coisas não dão certo para ela, ela fica triste e além de não querer conversar comigo ainda me agride como se eu fosse a culpada pelas coisas não darem certo. Mas como a amo tanto, fico triste, mas procuro relevar, apesar de isso não ser o remédio, mesmo porque não existe cura para uma decepção amorosa, só o tempo. Torço para que ela arranje alguém (e vai arranjar) e seja muito feliz.


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