Divagando Devagar

Divagações ocasionais de uma mente reflexiva.

Hora de Parir II 30 maio, 2011

Filed under: Grávida — INEFFABILE @ 5:53 pm

Há anos atrás uma amiga me contou que passou boa parte de sua gravidez chorando por medo do parto. A cada vídeo que ela assistia o medo aumentava e suas lágrimas escorriam. Quando a hora de parir finalmente chegou, uma tranquilidade tomou conta de si e dentro de algumas horas ela deu à luz sua filha, de forma natural e sem anestesia. Dois anos depois chegou a vez de dar à luz seu filho, após uma gestação muito mais tranquila que a primeira. Novamente ela pariu naturalmente, sem sedativos ou anestésicos.

Uma outra amiga uma vez contou que sua obstetra considerava parto normal ‘coisa de índio’. Essa mesma amiga deu à luz uma linda menina, através de uma cesariana.

Aqui na Inglaterra o parto natural está arraigado à cultura. Há duas décadas atrás, se a grávida estivesse sadia e morando em domicílio próprio, ela teria que obrigatoriamente parir em casa, a não ser que tivesse plano de saúde particular (o que não é e nunca foi popular no Reino Unido).

No Brasil eu sempre tive a impressão de que a forma preferida de dar à luz seja a cesariana. Poucas são as mulheres que conheço que pariram de forma natural. Por que será que a cultura brasileira prefere o método da cirurgia ao invés do método natural? Será que é porque hoje em dia haja mais complicações em decorrência do excesso de peso da mãe e/ ou do bebê? Ou será que a mulher simplesmente prefere não sentir as dores do parto? Será que no sistema de saúde pública a realidade é outra?

A cesariana é um método que, em muitos casos, funciona como um verdadeiro milagre, proporcionando às mães e aos seus recém nascidos um parto seguro. Por outro lado, é uma cirurgia altamente intrusiva, com muitos cuidados pós-operatórios, dentre outros fatores que podem interferir com a saúde pós-natal da mãe e do bebê.

O parto natural é doloroso e pode acarretar em horas ou até dias de sofrimento e cansaço físico e mental. Às vezes resulta em suturas na vagina e no períneo, mas pode ocorrer sem nenhuma necessidade de pontos cirúrgicos. A recuperação pós-natal é normalmente mais rápida do que na cesariana, tanto para a mãe quanto para a criança.

Uma colega do trabalho (da minha idade) me contou que ela deu à luz seus filhos em casa, em sua cama, contando com o auxílio de seu marido e de uma parteira. Ela preparou o ambiente com incenso e música relaxante. Logo que pariu foi tomar um banho para se refrescar e amamentar a cria. Ela concluiu a história dizendo que se tivesse parido num hospital não teria tido o conforto de poder ir tomar banho logo após o parto.

A idéia de parir em casa não me atrai, mas em breve terei que decidir entre a cama da maternidade e uma piscina de parto. Estou convencida de que quero fazer tudo o mais naturalmente possível, afinal, se a minha mãe conseguiu, creio que eu também consiga🙂

Tenho ainda alguns meses pela frente e espero que a condição do meu corpo continue boa o suficiente para me proporcionar a experiência do parto natural.
Na próxima sexta-feira farei um ultra-som para ver como o desenvolvimento do bebê está indo. Mais do que tudo torço para que tudo esteja perfeito com ele(a)🙂

Um amiga me apresentou noutro dia o trabalho da ONG Amigas do Parto. Achei muito legal! Não deixem de conferir.

 

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