Divagando Devagar

Divagações ocasionais de uma mente reflexiva.

A Questão Existencial 15 agosto, 2011

Filed under: Reflexão da Semana,Rotineiras — INEFFABILE @ 9:32 pm

Durante as últimas duas semanas, dediquei o meu tempo a cuidar do meu corpo que está mais grávido a cada dia, a trabalhar na redação da minha tese, a arrumar a casa, a relaxar e a ler sobre assuntos que me interessam.

Tive a sorte de ver na banca de jornal uma das edições recentes da revista New Scientist, que sempre trás matérias muito legais. Esta edição, em particular, me chamou a atenção por ter estampada na capa a matéria entitulada “The Existential Issue: The Staggering Mysteries of Being” (A Questão Existencial: Os Mistérios Surpreendentes de Ser).
Na minha opinião, qualquer questão existencial abordada a partir de uma ótica científica é interessante. Então comprei a revista, comecei a lê-la aos poucos e na última quinta-feira, finalmente consegui terminar de ler todas as matérias. Simplesmente adorei esta edição e chego a crer que ela é uma das melhores que já tenha tido o prazer de ler.

A matéria da capa discute questões existenciais ‘tradicionais’, tais como o Big Bang, de onde vimos e se estamos sós no universo. Aborda também outras questões menos óbvias, tais como a evolução da Inteligência Artificial (IA) e a existência de universos paralelos, que, segundo a matéria não é teoria e sim fato.

Assim que terminei com a revista, comecei a refletir sobre alguns dos pontos abordados. Por exemplo, concluí que se há universos paralelos e idênticos ao nosso, onde existimos em realidades alternativas infinitas, não há porque me arrepender do que fiz ou deixei de fazer, já que em outra realidade eu fui ou sou tudo aquilo que considerei ser. Em alguma realidade paralela, em um universo gêmeo, no ano de 1992, na cidade do Rio de Janeiro, eu optei por cursar Astronomia na UFRJ e não Ciências Biológicas na UFC. Optei por não deixar o Rio de Janeiro e por consequência vivi experiências totalmente diferentes da que vivi (ou não). Talvez tenha prestado concurso para oficial da Marinha do Brasil e passado, ou nunca tenha deixado o Brasil no final de 2003. Disse não a muita gente e a muitas situações, quando nesta realidade eu disse sim, e vice-versa.
Pensar desta maneira me deu uma nova perspectiva sobre a vida e um certo contentamento extra, pois eu nunca perdi aquela viagem para a Antártica em 2004 ou deixei mágoas em certas pessoas ao longo dos anos. Pelo menos, em alguns lugares no tempo e no espaço eu sei que fiz ‘as coisas’ de maneiras diferentes.

Eu não mudaria a minha vida presente em nada, muito menos todos os eventos que me trouxeram até aqui onde vivo e sou hoje. Mas o fato é que as minhas decisões moldaram o meu caminho nesta existência, assim como definiram os destinos de outras Alines, idênticas a mim, mas que vivem outras vidas (ou não ;)).

Isso é absolutamente fascinante!

 

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